Reserva de valores


 

Hoje conversei, escutei, retruquei, sibilei assuntos diversos e notórios, mas que em determinados momentos tudo girava em torno de “valores”, valor esse que se confunde a pré-conceitos estabelecidos como indivíduos não pensadores, quer queria quer não nós, como pessoas, nunca criamos o hábito de envolver e/ou estabelecer valores individuais, nosso senso comum que é “a primeira suposta compreensão do mundo resultante da herança fecunda de um grupo social e das experiências actuais que continuam sendo efetuadas durante o decorrer de nossas vidas”, assume um papel impar na determinação e na criação de barreiras que impedem à formação de valores congruentes a sociedade.

Ideologias não são mais ofertadas gratuitamente, são compradas, mercantilizadas de forma incorrigível, na maioria das vezes compramos sem nem perceber, pois nossa “reserva de valores” se encontra esgotada. Um exemplo prático desse momento é o surgimento e a massificação de grupos sociais sem valores determinados, apenas estão presentes por puro modismo, não tenho nada contra, mas quando paramos para entender percebemos um vazio, tudo muito sem lógica, citando os EMO’s como exemplo, o que podemos retirar ou absorver dessa manifestação social que se tornou febre mundial? Existe um ditado, se for ditado, que se encaixa perfeitamente no sentido, é apenas um “Maria vai com as outras”, a falta de valor individual nos possibilita agarrar a primeira loucura de “status” diferenciais que existem, assim vemos pipocar EMO pra tudo que é lado.

“O senso comum descreve as crenças e proposições que aparecem como normal, sem depender de uma investigação detalhada para alcançar verdades mais profundas como as científicas”. Essa maneira limitada de encarar a vida com base nesse “conhecimento vulgar” transforma a vida em futilidades, perdemos nosso juízo quando aderimos a certos preceitos sociais, pois na verdade, somos alienados o suficientes para entender que ficar na moda é melhor do que ser um “ser pensante”, nos falta aumentar nossa “reserva de valores”.

 

Rapha.

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