Perguntando aos complicados


“Muitos dançam sobre o solo, mas não na pista do auto conhecimento. São deuses que não reconhcem seus limites. Como poderão se achar se nunca se perderam? Como serão humanos se não se aproximam de si? Quem são vocês? Quem são?”

E numa resposta quase que absurda se revela uma alma:

“Seja anulado no parêntese do tempo o dia em que este homem nasceu. Que na manhã desse dia seja dissipado o orvalho que umedecia a relva, que seja retida a claridade da tarde que trouxe júbilo aos caminhantes, que na noite em que este homem foi concebido seja usurpada pela angústia. Resgata-se dessa noite o brilho das estrelas que pontilhavam o céu, recolham-se da sua infância seus sorrisos e seus medos, anulem-se da sua meninice, sues peripécias e aventuras e risquem-se da sua maturidade seus sonhos e pesadelos, sua lucidez e suas loucuras.”

Então te pergunto: Quem é você? (pergunto para você mesmo, você que agora ler isso). Você sabe a resposta dessa pergunta? Mas logo surge a famosa dúvida que tenho  quase certeza que deves estar se perguntando: Por que queres saber quem sou se na verdade não sei quem é você? Como posso te responder se não sei se te conheço realmente? Essa talvez seja a nossa diferença.

Eu sou o que você não é, o reflexo de algo sem sentido. Eu sou muito diferente de você, justo pelo fato de você ter parado de procurar a si mesmo, ao contrário de mim, que diariamente me pergunto: “Quem sou eu?!”. O que posso afirmar, na verdade, é que somo dois ignorantes. A total e irrestrita diferença entre nós é que eu reconheço que sou.

Por fim volto a perguntar novamente “Quem são vocês?”.

Sei que me achas um louco, mas lhe garanto que a loucura é divina. “Uns tem uma loucura visivél e outros, oculta”. Que tipo de loucura você tem? Pois te garanto a minha é e sempre será visível, mas uma diferença que nos separa.  rsrsrs

Rapha.

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