A banalização: Design & Designer


 

Dia desses, em minhas caminhadas famosas pela cidade, reparei na constante evolução dos termos pouco entendidos atualmente, palavras que, aos poucos, foram crucificadas antes mesmo de atingir o ápice de sua celebridade, e assim, tornou-se moda. E, entre uma rua e outra, ouvi e li, com constância o famoso termo design. De tanto ser usada ficou saturada, não acham? Mas, do que se trata na verdade? Bom, vou dar uma rápida explicada. O termo deriva, originalmente, de designare, palavra em latim, que mais tarde fora traduzida para sua atual palavra. Na verdade, é qualquer processo técnico e bastante criativo sempre relacionado a configuração, concepção, elaboração e especificação de um algum artefato, normalmente orientado por uma intenção ou para a solução de um problema. Logo, é qualquer forma e processo de “criação” de objetos, sejam eles quais forem indo desde um utensílio domestico até imagens e famílias de letras.

Mas é partindo desse ponto que entra a problemática onde fora banalizado a palavra, acredita-se que é só colocá-la prescindindo alguma forma verbal, tipo: “Design de maquiagem” e tantas outras baboseiras que inventam e utiliza dessa palavra em especifico para tentar mostrar um toque de elitização qualquer a algo sem sentido. Design, hoje, virou um artefato de uso para embelezar e criar a acústica necessária para nomes de loja ou profissões que nunca existiram. Por isso que vemos letreiros garrafais em lojas de estilo e tendências, eles não sabem o que fazem, apenas acham “bonitinho” o termo e os colocam lá para chamar a atenção daqueles que não conhecem seu verdadeiro significado. Virou vicio de linguagem, modinha idiota, e no final me sinto muito irritado por essa banalização desmedida.

Tem gente que acha que design é profissão, gente ignorante, detesto pessoas burras. Na verdade, quem projeta algo (os artefatos) são conhecidos como designer. Esses profissionais são poucos conhecidos e mal remunerados se tratando do mercado local onde vivo, mas aos pouco os olhos estão se abrindo, e conseguentemente meus olhos estão nessa fatia de mercado promissor, mas logo logo serei eu um designer. E a banalidade quando isso acontecer, não mais será um problema.

 

Rapha.

Anúncios