Puxar e Empurrar


 

Numa dessas tardes que escapei do trabalho, acredito que tenho esse direito não acham? Não que esquivei, ao contrário, já tava na hora de sair, mas quando pegamos o costume de sempre se entregar no trabalho, realizar essas escapulidas fica difícil. Mas o fato não é esse, o interessante é ter resolvido sair para “farrear” com grandes parceiras, aprendi muito nessa tarde. O fato de ser apenas eu de homem, figura masculina, cercado por três belas e grandes professoras pode ser um tanto intimidador, pois eu com apenas 20 anos e elas juntas representando 103, perante um rapaz quase que imaturo junto a três deusas do conhecimento.

Foi nessa tarde que entendi melhor o pensamento das mulheres consideradas “maduras”, em um papo super descontraído, conversamos sobre todos os assuntos e como sempre é de costume nos encontramos falando sobre relacionamentos, amor e sexo. Essa é a parte interessante não acham? Sempre puxamos esse papo quando estamos sem ter o que fazer ou quando queremos abraçar os sentidos para entender-los melhor. Logo permaneci quieto e fiquei apenas escutando, poucas vezes questionava, e foi numa dessa que aprimorei a lei do puxar e empurrar, um tanto interessante de se entender quando observado pela ótica de minhas parceiras, mas ao mesmo tempo revelador.

A beleza da atração dos corpos e a repulsa das palavras, esse é o mecanismo chave, uma dinâmica um tanto simples, é quase que instintiva, quase que inata ao ser humano, então surge aí essa lei, quando as palavras te empurram e os corpos te puxam, não tem graça levantar aqui toda essa filosofia, mas apenas nortear os sentidos. Vale ressaltar que tudo sofre repúdio ou atração, tudo esta sujeito a essa aprovação, então o mais sensato é permite ser sempre observador nos detalhes e se mostrar pronto para fazer o serviço quando for puxado.

 

Rapha.

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