AAT – Anônimos Atingidos pela Telecom


Antes de comentar sobre esse novo paradigma de “modus pensante” sobre essa nova arma de combate social, assim como o AAA, temos o AAT, precisamos nortear os meandros de algo que está totalmente intrínseco a esse processo.

Hoje vivemos o “standart da vida globalizada” e conseqüentemente perdemos a sensibilidade pelo toque, não existe mais o high touch, apesar de eu viver essa filosofia, mas vivemos no high tec, o mundo o moderno, composto por essa junção de moldes sociais, não existe mais barreiras e com isso nos bombardeiam com a seguinte afirmação: “A globalização é a interligação do mundo”. E como isso aconteceu? Voltando um pouco no passado, mais precisamente no século XX, surgiram novas tecnologias, como a internet que permite a troca rápida de informações entre pessoas de todas as partes do planeta, a invasão de mercadorias, serviços, tecnologias, pessoas, etc., de várias partes do mundo em diversos lugares e vise e versa e com isso surge a “comunicação integrada móvel” o famoso “MOBILE” para quem não conhece, optamos por chamá-lo de celular.

Hoje nos deparamos com essa realidade, depois de termos passado pela “era da produção”, pela “era das vendas”, vivemos e presenciamos a “era do marketing”, onde seu principal objetivo, para quem tenta ter-lo em sua empresa, é entender o cliente, o foco do cliente, os desejos que eles possuem aliados a uma necessidade inata ao consumidor, mas mesmo assim as empresas insistem em não saber o que é marketing, pensam que é apenas pincelar os 4 P’s (praça, produto, preço e promoção) que ta tudo resolvido. Erra a empresa que pensa assim, só visam o “GANHAR-GANHAR” o cliente no final ta “phudido”. Já dizia Peter Drucker há alguns anos atrás, uns 20 no mínimo:

“Pode-se presumir que sempre haverá necessidade de algum esforço de vendas, mas o objetivo de marketing é tornar a venda supérflua. A meta é conhecer e compreender tão bem o cliente que o produto ou o serviço se adapte a ele e venda por si só. O ideal é que o marketing deixe o cliente pronto para comprar. A partir daí, basta deixar o produto disponível.”

Agora me perguntem o que isso tem haver com os “Anônimos Atingidos pela Telecom”? Absolutamente tudo. Digam-me, quantas vezes fomos prejudicados pelas empresas de telefonia? Oi, Vivo, Tim, Claro e tantas outras. Em vez delas se preocuparem em nos atender com uma excelente qualidade para assegurar a nossa permanência no sistema, não fazem, somos tratados como pessoas “idiotas e burras”, mas tudo isso porque ainda pensam de forma arcaica. Não existe marketing, não existe preocupação com o cliente e o pior nós somos os culpados, pra que se preocupar com um cliente que não se sentiu satisfeito se amanhã entra dez novos? E ainda continua o “GANHAR-GANHAR”, só existe lucro, serviço de qualidade é zero. Nós somos antas lobotomizadas por permitir isso, o nosso “life style” do comodismo é rico, para nós tudo está muito bom, perfeito, mas nos final estamos arrombados, porém não descemos do cavalo.

E assim nos tornamos anônimos, pessoas lesadas, roubadas e mesmo assim caladas. Um modelo clássico de “bulimia esquizofrênica”, ou seja, a vontade de colocar para fora o que pra sociedade não pode ser colocado. E mais uma vez as empresas deitam e rola em nossas cabeças, devido esse nosso perfil sócio-comportamental de “rabo preso”. Esse é o processo atual de globalização, nada mais é do que a mais recente fase da expansão capitalista. Tal expansão visa aumentar os mercados e, portanto, os lucros, que é o que de fato move os capitais, produtivos ou especulativos. E nós consumidores? Onde estamos? Em nenhum lugar, pois ainda não existe ninguém que saiba nos encontrar, feliz aquele que descobri. Assim deixarei de ser um anônimo e passarei a ser cliente.

Rapha.

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