Expresse o seu silêncio!


Hoje a mídia social tem desempenhado seu papel principal – e que papel fantástico – que possui como principio básico, silenciar o pensamento alheio. Os aspectos massivos da imprensa tem se mostrado eficientes na construção de uma sociedade sem pensamentos lucrativos – uma sociedade burra e pobre, enquanto essas instituições ficam ricas – que enfatizam o que ninguém quer saber, ou melhor, desvia nossos olhos para um falso sentido, talvez. Andei lendo e pesquisando sobre a espiral do silêncio – adoro essa teoria – e suas conclusões.

Trocando os miúdos por sentidos e significados, a “espiral do silêncio” é uma teoria da comunicação proposta pela alemã Elisabeth Noelle-Neumann sobre os efeitos dos meios de comunicação de massa (rádio, jornal, TV, entre outros…). Tal hipótese emprega que os indivíduos detentores de opiniões minoritárias tendem a se manter calados, por receio de represálias vindas da maioria da população, causada por esses meios, caso exponham seu pensamento, ou seja, uma preocupação daqueles que querem falar mas não conseguem, com o isolamento social vindo da maioria das pessoas.

Pressupõe-se, com essa hipótese, que os meios de comunicação formam ou, pelo menos, contribuem decisivamente para a opinião pública. Fazendo com que o nosso senso comum mude, ou seja, é abafado pela ótica do pensamento da maioria – e vamos ser sinceros que pensamento péssimo – que insiste em se chamar de empresas de comunicação, na verdade não comunicam nada, apenas injetam pensamentos errôneos.

Então, aqui segue uma súplica, expressem suas vontades, botem a boca no trombone, suba no púlpito da sua vida e coloque para fora tudo o que está engasgado na sua quela. Não adianta ficar calado por medo de tentativas de julgamentos e rotulações que a sociedade irá realizar, o importante – e muito importante – é que você se sinta bem com as suas palavras e seus pensamentos, não pense nos terceiros e nos outros que fazem a mídia social, tenha suas próprias palavras.

Uma coisa é certa: recorrendo a essa teoria, poder-se-ia concluir que quanto menos se trata a força de expressão, menos relevante ela se torna (ou é percebida como tal). E quanto menos relevante, menos merece ser tratada.

Rapha.

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