A teoria por trás da notícia


polaroidraphafinal

0,,21629559-EX,00

Temos recentemente participado do mais novo embate político do momento, a não ou, quem sabe, acusação entre duas figuras ilustres do nosso cenário nacional, ou seja, a disputa entre Dilma Roussef e Lina Vieira onde, necessariamente, é emblemática. Assim como o fato de que 74% dos brasileiros desejam o afastamento de José Sarney da presidência do Senado – pesquisa Datafolha, 16/08/2009.

Não cabe a mim, aqui, julgar ou dizer quem está certo ou errado. Cabem, entretanto, breves reflexões sobre o comportamento das instituições brasileiras. Instituições que permitem a total exculhambazão de insinuações contraditórias ou quem sabe irrevogáveis, dependendo da inutilidade dos fatos. Garanto que tudo é muito contundente aos olhos de todos, mas vale ressaltar a mania de tudo “dar em pizza” sempre.

“Aprendi com Montesquieu que os poderes devem ser independentes e harmônicos entre si. Cada um deve respeitar as funções institucionais e a independência do outro. Sei também que as instituições públicas precisam prestar contas à sociedade das suas ações.

Não importa qual seja a instituição, seus integrantes devem publicizar os seus atos para que estes adquiram o caráter de certificação e permitam uma maior fiscalização do administrado. A sociedade, por meio do pagamento de tributos, os quais garantem o funcionamento das instituições, precisa saber o que os membros dos diversos poderes estão fazendo e como estão agindo.

Contudo, quando uma funcionária pública acusa uma Ministra de Estado de algum fato fora de sua conduta, vislumbramos que algo está errado. E quando esta pessoa é convidada a depor em outro poder, no caso no Congresso Nacional, sobre o fato, isso nos mostra a interferência de um poder sobre outro, o que não deveria ocorrer, considerando a harmonia e independência desses poderes. Em tese, cada instituição teria a sua função e o seu papel, atendendo as demandas e os anseios da sociedade de modo independente”.

O povo é a voz de Deus! Sempre ouvimos essa ladainha de sempre e não deixo de concordar com isso, não posso considerar ao pé da letra esta expressão popular. Mas ela deve servir de alerta aos “homens do poder”. Se o povo, ou seja, 74% da população brasileira não querem mais José Sarney à frente da presidência do Senado, os senadores devem refletir quanto às suas atitudes . A crise do Senado não é por culpa exclusiva de Sarney. Se Dilma e sua coleguinha estão dispostas a ficar de namoro político, paciência, contudo é o mais absurdo dos fatos, a sociedade mais uma vez é esquecida e os detalhes ficam por entre as cobertas desse relacionamento.

É interessante observar que é de responsabilidade de todos os senadores e também do nosso sistema político comprometer a eficiência do código e de suas instituições.

Os senadores não podem desconsiderar a opinião do povo. É fato perceber que falta prestação de contas por parte dos membros do Senado e de todos que envolvem o sistema político. “O que motiva 74% da população desejar o afastamento de Sarney? O que provoca o descrédito do Congresso Nacional? O que motiva o descrédito de várias instituições do sistema político?” Essas são nossas reflexões, sempre nos omitimos dos fatos, nunca colocamos os pratos limpos.

Rapha Fernades.

Anúncios