Valor X Censura. Imprensa


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Graças ao grande avanço da gestão empresarial e das grandes atualizações estruturais no Brasil, ninguém mais duvida de que o bom relacionamento com a mídia não só é indispensável como efetivamente agrega valor às empresas e marcas. Porém, como isso pode acontecer de fato se nossa imprensa deliberadamente vem sendo caçada? Censura ainda existe, acreditem.

Então chegamos a alguns questionamentos. Por que isso acontece? De que forma esse investimento produz valor as companhias? Ou como isso se transforma em pleno excesso de poder judicial, outorgando a censura mais uma vez?

Analisando sob o ponto de vista de valorar, com o avanço da democracia da informação, justo com o advento da internet, exige que pessoas, entidades, órgãos públicos e empresas se exponham cada vez mais ao julgamento do público. E a mídia e/ou imprensa é fundamental nesse processo.

Atualmente a empresa que investe em todo tipo de envolvimento através desse meio como, por exemplo, relações públicas e no relacionamento com a mídia, estará preparada, com normas e procedimentos, para enfrentar todas e quaisquer questões e emergências de comunicação jornalística se por ventura houver crises institucionais.

“Investir no relacionamento com a mídia ajuda também a evitar ou combater boatos. A divulgação sistemática dos fatos relevantes da vida da empresa e de suas marcas não só permite que a opinião pública e os jornalistas as conheçam — podendo, assim, construir uma muralha de credibilidade que impeça que qualquer boato prospere —, mas também cria uma interface permanente com a imprensa, que facilita o diálogo e os esclarecimentos.”

Logo, quando a empresa tiver necessidade de se relacionar mais intensamente com os jornalistas, os canais de comunicação e informação já estarão, de certa forma, “mansos” com eles e facilmente utilizáveis. Sempre que precisar recorrer aos jornalistas, a empresa terá possibilidade de acesso em clima cordial, graças à credibilidade construída ao longo do tempo em que ela investe nesse relacionamento e, consequentemente, facilita, também, a divulgação de fatos positivos da vida da empresa.

Mas do que vale ter todas essas qualidades para nossas empresas, entidades, ONGs e tantas outras, se esse meio está sendo rigorosamente censurado em seu âmbito mais simples, que é divulgar, ou seja, a tão falada liberdade de imprensa. Recentemente o Estadão foi censurado, em nota:

“O desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), proibiu o jornal O Estado de S. Paulo e o portal Estadão de publicar reportagens que contenham informações da Operação Faktor, mais conhecida como Boi Barrica. O recurso judicial, que pôs o jornal sob censura, foi apresentado pelo empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) – que está no centro de uma crise política no Congresso.”

Até onde chegaremos a ser um país totalmente democrático e aceitar os valores totais de nossa liberdade de expressão, a vontade de valores das informações, do engrandecimento noticial dos fatos de nosso mundo, ao direito a cidadania, a ética e moral civil e todos os outros meios de expressar idéias e pensamentos?

Não adianta ter uma ferramenta de tamanho poder, de valorização empresarial se ainda existem como derrubar os pilares desse fundamento, aonde, afinal, vamos chegar? Será que nesse mundo tão “fácil”, de tantas possibilidades de gestão pessoal e de utilidade empresarial, ainda viveremos desse jeito? Mas uma vez devemos culpar a política errônea de nossos “homens do poder”.

Rapha Fernades

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