O que o Rapha foi fazer em Recife? (parte 3 – morte)


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Quem conhece a figura do “anjo da morte”? Pois então, eu me considero um desses. Parece que esse carma me apetece e cai, ou melhor, se encaixa como uma luva em minha personalidade, talvez pela total falta de expressão de algo contrário. Hoje surge mais uma certeza desse meu pensamento, ou seja, Recife me transforma nesse sujeito, um causador de mortes.

As surpresas estão sempre acontecendo, estamos sujeitos a todas as intempéries da vida, e isso eu carrego em minhas costas, talvez por todas as vezes que estive nessa capital onde causei a morte de pessoas queridas em minha vida ou de outras que pouco conheci, mas que interfere diretamente nas pessoas que estão ao meu redor, no meu convívio diário.

Durante o início do dia recebi essa surpresa, a morte do pai de minha tia. Não é fácil levar mais uma para minha contagem. Hoje trabalho, treinamento, mas estou com a cabeça absorta nesse fato. O que fazer para livrar isso de mim? Será que Recife não gosta de mim ao ponto de retirar pessoas importantes que vivem aqui, por causa de minha presença? Serei eu o pivô desse orgulho recifense – foto abaixo, praia de Boa Viagem –?

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Esse é o fato, não sei mais pra onde fugir, o “anjo da morte”, em sua figura personificada, assumiu minha postura e agora vivo causando mortes por onde passo… Queria muito modificar essa minha credibilidade, mas parece que isso já é intrínseco a mim, está arraigado na minha vivência de ser um homem não total, mas de um homem metade, provocador de grandes alegrias ou de grandes tristezas.

Não é mais algo pra se pensar ou refletir, a vida precisa continuar de onde parou, mas agora preciso pensar duas vezes antes de voltar a Recife. Surpresas são bem vindas, porém mortes não estão na listagem das melhores coisas a se receber. Seja como for, torço pra que tudo se transforme logo em algo muito produtivo e feliz, assim que eu sair dessa capital.

Rapha Fernandes.

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