Tv, igreja e quimeras


polaroidraphafinal

Nesse início de semana, precisamente dia 14/09, Alagoas acordou com uma nova visão e experiência televisiva, ou seja, nos levantamos de nossas camas ligamos nossas TVs e sintonizando os canais “abertos” percebemos a ausência do SBT – a TV mais feliz do Brasil. Engana-me que eu gosto –, no lugar encontramos pregações, berros, gritarias, exaltação de uma fé carranca e fanatismo religioso, hoje, considerado por muitos, “moda de veneta”, ou seja, uma forma de arrecadar dinheiro através de indulgências e lavagem mental.

Por esses dias, no texto de abertura da sua coluna na Folha de S.Paulo, Daniel Castro informou que o SBT, via Guilherme Stoliar, foi se entender com o ministro Helio Costa, das Comunicações, contra a invasão das igrejas evangélicas na TV. Levando-se em conta a nossa TV Alagoas, retransmissora do SBT em nosso estado.

Nada de fato mudou, ainda encontramos o Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, no dia a dia de nossas vidas, sem falar na sua total falta de compreensão da realidade. Ele e sua igreja, segundo os bastidores da publicidade, arrendaram a TV Alagoas por 700 Mil Reais, ou seja, o dobro do faturamento mensal da rede, assim, como ninguém é besta de perder dinheiro fácil, a Família Sampaio repassou os direitos de transmissão. Fazendo um apanhado no histórico da TV Mundial, depois de arrendar o canal 21, junto ao Grupo Bandeirantes, hoje se dá ao “luxo” de apresentar o seu culto em várias redes de TV simultaneamente. “Impossível calcular o preço disso. Ou imaginar quantas “toalhinhas do milagre” são necessárias para pagar essa conta”. A TV Alagoas foi só mais uma que virou mercadoria nas mãos deste religioso.

Não tem freio ou critérios a ocupação religiosa nos veículos de comunicação. Quem mais sofre com isso é a sociedade, pois aqueles que não possuem TV “fechada” estão a total abandono. Aqui em Maceió, só existe a Globo como único canal onde não possui espaço vendável para essa relação aglutinadora das igrejas. Infelizmente somos passiveis a essas mensagens e formatação, cada vez mais aumenta essa participação, se não abrirmos o olho será tarde de mais. Lamentavelmente, são muitas as distorções, e parece que não há nenhum interesse político em atacar esse problema. É o triste fim da grande maioria das rádios e televisões deste país.

 

Rapha Fernandes

Anúncios