POR ARNALDO JABOR…


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Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia depequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2.000 REIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos. ‘Eu sei’ – respondeu o tolo assim: ‘Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda. ‘Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa. A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é. A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história? A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda. Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. ‘O maior prazer de uma pessoa inteligente é bancar o idiota, diante de um idiota que banca o inteligente’

Tenho visto em minha vida, pessoas que incorporaram o “jeitinho brasileiro”, que querem levar vantagem no trânsito, na fila do banco, no supermercado, no trabalho. Alunos que não valorizam a si mesmos, aos seus pais, aos colegas, à sua intituição. Tomam atitudes no mínimo vexatórias, no afã de desmoralizar um professor diante de uma turma. A estes, nada de mim. Àqueles que conseguem enxergar o próximo como a si mesmo, meu respeito e minha eterna dedicação de professora e pessoa.

Lua

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