O valor da descoberta


Muitas vezes pensamos, pelo menos de forma inconsciente, que, quando finalmente descobrimos algo, seja o que for, nos sentimos realizados. Encontrar o que estava perdido, perceber o que não poderia ser percebido ou, até mesmo, sentenciar o verdadeiro poder de revelar. O ato de desvendar é uma tarefa árdua com muitos caminhos esguios, tortuosos, mas que no final intuímos o dom de dar valor a está descoberta.

Nesses poucos anos que cheguei neste plano terreno, mais precisamente 20 anos – minha atual idade, foram diversas incidências, encontros e desencontros. Contudo nunca me dei conta do valor daquilo descoberto. Então resolvi voltar ao passado e perceber, ou até mesmo enxergar de outra forma, a importância de diversos achados renegados durante tanto tempo.

Como eu disse anteriormente essa retomada da percepção não é fácil, mas a vida não é um mar de rosas eterno. Também não haveria graça uma vida sem tristezas, embates, sofrimentos, choros, dor!  A felicidade não se resume a sorrisos na face e está de bem com a vida. Ser feliz é um estado de aprimoramento que envolve todas as estruturas emocionais, talvez seja por isso que descobrir algo que o torne feliz seja um processo tão doloroso. Indo um pouco mais além, se fossemos capazes de tocar ou sentir a plenitude de cada compreensão e criar um elo com a felicidade interior, cada descoberta seria um milagre individual.

Mais do que o entusiasmo que caracteriza uma nova descoberta, um novo contraste de situações emblemáticas onde todos precisam de um amor de verdade – aquele que se mistura com os achados da vida, que preenche o coração, satisfaz o corpo e alimenta o espírito. Dentro dessa compreensão posso relatar os mais importantes, aqueles que agora me passam pela cabeça enquanto redigo esse texto.

Minhas descobertas, rápidas:

Descobri que é inconstante a vida, que homens e mulheres são totalmente iguais, amar a si mesmo é muito mais importante, que o autoconhecimento é uma tarefa que dura a vida inteira. Que devemos reconhecer nossos dons e talentos e colocá-los em prática, reconhecer nossos próprios erros e saber perdoá-los, buscar o que há de melhor dentro de você, que a intimidade parte de um princípio muito mais relativo: é a descoberta da outra pessoa por meio da complexidade de suas emoções que faz com que você se sinta verdadeiramente ligada a ela. Que a comunicação faz milagres, onde não deve ser motivo de disputas, mas sim uma fonte de revelação – quer dizer algo? Fale. Que devemos sempre perdoar, consolar e reconhecer que a palavra tem o poder de criar sempre uma nova realidade para quem as compreende.

Descobri também novas amizades, que amo de mais uma em especial e todas as outras de uma forma única, pois o amor nunca é igual para cada individuo, é mutável, mistura de carinho, afeição e complexidade. Que não devemos ser tão duros com nossos pensamentos e atitudes por mais que estejam errados, abstraia. Além de tudo descobri de forma muito rude que devemos questionar a vida e filosofar junto com ela. A vida não é apenas para ser apreciada, mas sim vivida com intensidade, questioná-la é fazer valer sua compreensão neste mundo, sua missão. Viemos parar neste mundo para aprender, não faça disso apenas um ritual de passagem.

Enfim, são muitas! Outras que nem me lembro e mais outras que estão por aí para ser encontradas. No final, nada do que tenhamos dito ou feito durante nossas vidas terá importância quanto à intensidade com que amamos nossas descobertas.

Posted via email from Rapha Dois Reais

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