O princípio da Iúca


“Há muitos anos recebi um livro de identificação de árvores como presente de Natal. Estava na casa de meus pais e depois que todos os presentes haviam sido abertos decidi sair e identificar as árvores da vizinhança. Antes de sair, li uma parte do livro. A primeira árvore do livro era a iúca, pois, para identificá-la, só era necessário duas pistas. Ora, a iúca tem realmente uma aparência muito estranha. Olhei para a foto e pensei: “Mas este tipo de árvore não existe no norte da Califórnia. Ela é diferente. Eu saberia se já tivesse visto uma árvore assim e nunca vi uma antes.” Peguei meu livro e saí. Meus pais viviam em um condomínio fechado de seis casas. Dessas seis, quatro tinham iúcas em seus jardins. Vivi naquela casa durante 13 anos e nunca havia visto aquelas árvores. Caminhei pelo quarteirão e imaginei que na época em que os proprietários estavam fazendo os jardins de suas casas, deve ter havido alguma liquidação: pelo menos 80% das casas tinham iúcas. E eu nunca havia visto uma antes! Quando me conscientizei da existência da árvore, quando pude classificá-la, passei a vê-la em todos os lugares. Esse é o X da questão; é onde eu queria chegar: o fato de podermos dar nome a algo significa que estamos conscientes deste algo… “

Williams, Robin

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