Uma calcinha deslizando pélvis abaixo.


 

 

 

Eu sou do tempo em que…

Eis aqui vos escrevendo, uma mulher surpreendida com a seguinte pergunta: Você é desse tempo, é?

Depois de soar por horas em mim, para não perder o costume feminino resolvi pensar muito a respeito.

 Ó, vou ser bem sincera. Conversando comigo mesma, eu dei razão a mim (claro). Acho que não é caretice ou atraso, pensar assim.

Sem muitos rodeios, quero dizer que: Uma mulher satisfeita não é aquela que sentou em muitos paus.

Não é aquela que deixa a mão do cara ir aonde e como quiser.

 Modernidade está longe de ser isso. Ser careta é dizer NÃO? É não querer? Não achar certo? Ser careta, pra mim, não é isso.

Isso eu chamaria de autocontrole, poder de decisão, de resistência e de pé no chão. Homem de verdade não é o que sabe a arte de tirar rapidamente uma calcinha, isso qualquer ginecologista faz. Ser homem é outra coisa.

Ser homem é conseguir com palavras e atitudes, (que não são sexuais) despertar qualquer tipo de interesse em uma mulher. E digo mais, se fosse só apertar um botãozinho pra perninha abrir, que graça teria? As coisas mudaram tanto que a modernidade trouxe esse mecanismo, foi? Humm. Desculpa, mas não sou um robô.

E sou sim de outro tempo. Em que calcinha servia apenas para guardar a parte mais protegida das mulheres.

No seu tempo, ela guarda a parte mais fácil, guarda doenças, guarda fungos, guarda apenas o lugar onde passarão passarinhos (péssimo trocadilho com Quintana, mas foi por uma boa causa.)

E eu espero, neste tempo, ou em outro que virá, por um homem que saiba que um pedacinho de algodão deslizando pélvis abaixo, é trabalho suado.

😉

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