A cultura da liderança e o lider 2.0


Um dos maiores obstáculos entre sua meta e o alcance do seu objetivo é o apoio e respeito que você consegue dos outros. Para obter esse apoio é preciso desenvolver o hábito de construir boas relações com os seus superiores e subordinados.

Contudo, os modelos mentais vigentes conduzem a maioria dos comportamentos às criticas, às falhas e as limitações das pessoas. Encare esse tema da seguinte forma: um diretor depende de várias pessoas para executar suas instruções. Se elas não cumprirem essas instruções, o presidente da companhia concentrará sua atenção critica no chefe e não nos empregados.

Esse padrão vale para os vendedores que dependem dos seus clientes para cumprir sua missão. Se as pessoas não receberem o apoio e o respeito devidos, elas não comprarão e o vendedor terá falhado. Igualmente, o diretor de um colégio que depende dos professores para levar avante o seu programa educacional; um político que depende dos seus eleitores; um dono da rede de varejo só consegue êxito se os gerentes e supervisores aceitarem sua liderança, que reflete nos consumidores que compram suas mercadorias.

Os novos padrões de liderança exigem que os comandantes consigam o apoio e o respeito dos seus liderados para atingir seus objetivos. Agora é tempo de perguntar: O que deve fazer um líder para conseguir apoio da sua equipe? As pessoas que conseguem prosperar na vida pessoal e profissional detêm, além do conhecimento técnico, uma habilidade social bastante acentuada. E essa habilidade é a capacidade de construir.

O líder precisa aprender que seu poder de alavancar depende muito mais do respeito que devota à sua equipe e à capacidade de apoiar seus colaboradores do que da sua perícia técnica. Suas competências básicas são a delegação, a defesa da visão do futuro e o hábito de erguer seus colaboradores.

Note bem isso. Uma pessoa não é puxada para uma posição superior. Ela é elevada. Na prática, somos elevados pelos que nos conhecem como pessoas que transformam tudo ao seu redor. A cultura de uma empresa é percebida através do comportamento de seus líderes. Os líderes conseguem o comportamento que mostram e toleram. Você muda a cultura de uma empresa mudando o comportamento de seus líderes. Você mede a mudança avaliando a mudança no comportamento pessoal de seus líderes e o desempenho de seu negócio.

Para construir uma organização que execute, o líder tem que estar presente para criar e reforçar o software social com os comportamentos desejados e diálogo consistente. Finalizando essa reflexão, é preciso que os líderes fomentem a solidariedade, a amizade, o respeito, a afetividade e o amor como fatores fundamentais de humanização dos ambientes de trabalho.

E mais do que tudo, é preciso que os líderes aprendam a motivar seus colaboradores.

Wilson Mileris (Especializado em motivação. Atua há 25 anos como conferencista, treinador e consultor nas áreas de liderança, motivação e vendas).

O Lider 2.0

A definição de líder de que mais gosto diz que esse é “o indivíduo com a capacidade de fazer com que seus liderados tenham o mesmo sonho que ele e de fazer com que eles busquem a realização desse sonho”. Hoje, como nunca,  queremos resultados. Somos uma sociedade que quer resultados. Às vezes, até demais, e isso não é bom. No ambiente de pressão e de competição em que vivemos,  a busca de resultados constantes gera estresse e desequilíbrio nas pessoas. A curva de consumo e venda de ansiolíticos não para de crescer.

Como se isso não bastasse, surge hoje um ambiente totalmente desconhecido: a internet que tem por trás o “cliente 2.0”. Isso muda tudo, e não temos mais como controlar esse ambiente. Daí surge a necessidade de um líder diferente, o “líder 2.0”. Agora, para não sucumbir, esse “líder 2.0” terá de desenvolver, à força,  sua capacidade de lidar com as próprias emoções e com sua inteligência emocional. Tem gente que pensa que inteligência emocional é uma teoria passageira de mais um guru entre os vários que aparecem a todo instante, que é um tema que “já era”.

O “líder 2.0” deve identificar talentos seus que em geral desconhece. “Talento” é como muita gente chama “os funcionários que trazem resultados” para a empresa. Estamos fartos do clichê: “Precisamos reter nossos talentos”. Raras são as pessoas que se aprofundaram em saber o que é “talento” e como ele se expressa. O líder agora terá de mergulhar nisso, não só para identificar os seus talentos, mas para identificar os de seus liderados. Precisarão seguir o velho conceito do dr. Eduard Deming, para quem o importante é ter a pessoa certa no lugar certo. Conceito simples dos anos 80 que, por mais incrível que pareça,  não vemos aplicado em nossa realidade corporativa até hoje.

Nesses dois pontos acima citados estão duas grandes chaves para saber se reconhecer, se conhecer e identificar aquilo pelo que é apaixonado. Esse, sim, é o líder que pode fazer diferença e buscar excelência.

No contexto da web 2.0 – o das redes sociais que proliferam na internet –,  se os líderes não souberem reconhecer suas emoções e lidar com elas, despertar a motivação dos seus liderados e buscar a excelência e a superação, eles não terão condições de atender ao cliente 2.0, que exige respostas rápidas e imediatas num clicar de tecla de computador. Esse cliente, plugado no mundo inteiro, fluente em inglês, tem um poder de influência que nunca vimos antes. À velocidade de milhões de visitas e contatos por dia, sua opinião – a custo zero – pode provocar estragos incalculáveis, como fez o nosso cantor, citado no início deste capítulo.

Líder 2.0 é aquele que:

• Sonha, deseja, mas age com metas estabelecidas;
• Cuida da formação dos seus sucessores;
• Sabe reconhecer seus talentos;
• Antevê o impacto de suas decisões;
• Desenvolve pessoas e outros líderes;
• Não abre mão do comportamento ético;
• É apaixonado pelo que faz;
• Inspira, em vez de controlar e comandar;
• Sabe lidar com sua ansiedade;
• Sabe reconhecer suas emoções, medos, angústias, e percebe seus limites;
• Estabelece metas claras;
• Sabe dar feedback;
• Estimula seus liderados a ter uma vida harmoniosa e feliz.

Emerson Ciociorowski (Graduado em Economia pela Universidade Mackenzie com especialização em Marketing pela Universidade de Nova York e em Comércio Exterior pela Fundação Getúlio Vargas. Atua como consultor nas áreas de Planejamento, Marketing, Comércio Exterior e Coaching).

O artigo foi publicado originalmente no livro Ser + Líder – Os caminhos da liderança na visão de grandes especialistas.

Posted via web from Rapha Dois Reais

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