A realidade aumentada da mídia alternativa


Hoje a publicidade atinge patamares revolucionários e, com isso, ela nos revela a importância da segmentação e interação social cada vez mais difundido em tribos especificas de consumidores. Porém, é no chamado “patrimônio de marca”, que se sustenta a teoria basilar dessa amplitude comunicacional, ou seja, aquilo que chamamos de Branding (Ato de construir, monitorar e manter uma estrutura para determinada marca).

Atualmente a desenvoltura das marcas se concentra na troca de experiências e na entrega de desejos, enfim, é perceber a marca com única solução para a satisfação imediata do consumidor. Um dos fatores interessantes de se observar é o que chamamos de brand experience, ou seja, um conceito bastante simples: sempre que os stakeholders (designa todos os segmentos que influenciam ou são influenciadas pelas ações de uma organização, fugindo do entendimento de que o público alvo de uma organização é o consumidor) tem contato ou recebe uma mensagem referente a alguma marca nos touch points há criação, adição ou destruição de valor, mas devemos ser bastante cuidadosos com o conceito de valor. Neste contexto, o valor refere-se muito mais às percepções e associações feitas pelos consumidores às marcas do que aquela relação entre o que é pago e o que é recebido quando se consome uma determinada marca, assim, valor está intimamente ligado e relacionado ao conceito de imagem ou “valor percebido”.

A palavra-chave para todo o processo de experiência é “sentir”, ou seja, gerar sentimento, nem sempre controláveis, nos consumidores. Este deve ser o principal objetivo de uma ação com foco em brand experience.

Assim sendo, há uma série de ações de comunicação que não têm a direta função de vender algo, mas sim criar a experiência de marca. Um exemplo disso pode-se apreciar essas duas campanhas:

Ações como estas da Nike e da Sony tem tudo o que é necessário para que a marca fique globalmente conhecida, porém elas já são e já causam o impacto necessário, mas o que definimos aqui é a capacidade desse envolvimento, essa linha abordada como forma de aparecer, botar a cara no mundo. É um caminho ousado e muitos diriam que é “sem volta”. Uma vez criada esta imagem junto ao público, fica difícil, quase impossível, desassociar a marca ao sentimento que ela causou nas pessoas com esta ação. Ou seja, o que eles querem é criar o brand experience e, ao mesmo tempo, espalhar para o mundo, através de uma linguagem pouco ortodoxa, de uma maneira rápida e, ao mesmo tempo, perene.

Com um consumidor cada vez mais participativo, criar oportunidades de interação tornou-se uma tendência irreversível. Hoje, não basta apenas expor produtos ou serviços. É preciso envolver o consumidor e convidá-lo a participar. A experiência não precisa ser grandiosa. Porém, precisa ser sempre inusitada, surpreendente.

Com isso surge novas tendências de experiência na publicidade. É fazer uso de realidade aumentada, camspace entre outros, que resumindo é misturar elementos (objetos do mundo “de verdade” com o virtual, tudo processado em tempo real na comodidade de sua casa. Interação real com a marca envolvida em uma experiência que cause efeito residual de imagem).

Na realidade aumentada sendo ainda mais prático: é aquele papel com um símbolo, que pode ser geralmente um QR Code – O QR Code (ou Código de Barras em 2D), é uma matriz ou código de barras bi-dimensional, O QR vem de Quick Response, pois o código pode ser interpretado rapidamente, mesmo com imagens de baixa resolução, feitas por câmeras digitais em formato VGA, como as de celulares -, que você imprime, coloca em frente a webcam/celular e vê um objeto aparecer na tela.

De uma forma simples, realidade Aumentada é uma tecnologia que permite que o mundo virtual seja misturado ao real, possibilitando maior interação e abrindo uma nova dimensão na maneira como nós executamos tarefas, ou mesmo as que nós incumbimos às máquinas. Assim, se você pensava que objetos pulando para fora da tela eram elementos de filmes de ficção científica, está na hora de mudar seus conceitos. Aliás, o que acontece com a Realidade Aumentada é o contrário: você pulará para dentro do mundo virtual para interagir com objetos que só estão limitados à sua imaginação.

A Realidade Aumentada não tem limite de aplicações. Ela pode ser usada no entretenimento, para criação de jogos muito mais interativos do que os já existentes; melhoria de processos da medicina, como cirurgias remotas, nas quais o médico pode estar a quilômetros de distância do paciente; indústria automobilística, facilitando a manutenção do carro pelo próprio dono, através de manuais de instrução interativos; além de milhares de outras alternativas que provavelmente ainda veremos serem criadas.

Na publicidade há grande interesse pela tecnologia de Realidade Aumentada. Em um exemplo, podemos citar a campanha dos salgadinhos Doritos, que agora possuem em suas embalagens imagens aparentemente sem nenhum sentido, mas que quando mostradas para a sua webcam, dentro do site da promoção, fazem com que um personagem fã de Doritos salte para fora da embalagem e comece a aprontar. Os personagens podem até interagir entre si, através da sua rede de amigos no Orkut.

Remando na mesma maré, temos o desenvolvimento da camspace. “Objetos do dia-a-dia são os novos comandos. Uma garrafa de plástico, uma caneta ou até mesmo um pedaço de papel servem agora para controlarmos um carro ou dispararmos uma arma, no mundo dos vídeojogos. O Camspace é a tecnologia responsável que vem revolucionar a forma como jogamos em frente a um computador.”

Com o Camspace, você pode pegar uma simples folha de papel, e a transformar em um volante, para seus jogos de corrida. Aparentemente, você pode o utilizar para vários jogos, além dos mais simples, como estourar balões, que já vem no próprio programa. E tudo que você precisa, é de uma webcam. Os limites empregados neste contexto são ilimitados. A publicidade da interação, envolver experiência e contato direto. Envolvimento de marca. Transformar a lata da coca-cola em um processo de interação baseado na inclusão dos sentidos primários é garantir a apropriação da propagação da marca através de uma mídia alternativa e barata. A publicidade tem todos os instrumentos para revolucionar o mundo das experiências de marca.

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