Para você, a minha intimidade!


Marshal Hodge escreveu um livro chamado “Seu Medo de Amar” (Your Fear of Love). Nele ele conta: “Esperamos ansiosamente por momentos de expressões de amor, proximidade e carinho, mas, freqüentemente, ao atingirmos o ponto crítico, retrocedemos. Temos medo de proximidade. Temos medo de amar”. Mais adiante, no mesmo livro, Hodge afirma: “quanto mais próximo se chega de alguém, maior é a chance de haver dor”. É o medo da dor que sempre nos impede de encontrar intimidade verdadeira.

Intimidade significa realmente um compartilhar total de vida.  Intimidade é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem estar com você. Mais do que repartir um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos. Intimidade é não ter vergonha de ser o que a gente é, não precisar explicar coisa alguma, ser compreendido e brigar sabendo que nada irá se romper.

Intimidade é não precisar andar na ponta dos pés pelos corredores de uma vida compartilhada. A intimidade salva as relações extensas, a não ser quando as corrói. Contradição maquiavélica. O melhor e o pior dos mundos, nos obrigando a escolher entre o habitual e a novidade, entre a paz e a adrenalina, entre a rede e o salto.

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