“Viver é extremamente maravilhoso.”


“Viver é extremamente maravilhoso.”

Uso dessa frase para tentar compreender o que seria a vida, ou melhor, o ato de viver. Talvez não tratemos a vida como ela deveria ser. Tantas histórias já foram contadas, porém me lembro de uma especial, aquela que sempre que lembro me faz perceber o quão maravilhoso é viver. Uma lembrança que há tempos aconteceu.

“Existiu um dia que houve uma grande tempestade e milhares de Estrelas-do-mar foram parar na praia. E na praia existia uma linda garota que não parava de correr, ela pegava as Estrelas-do-mar e as jogava de volta de onde vieram. Quando eu a vi, perguntei mesmo sabendo que as Estrelas-do-mar iriam morrer se ficassem ali até receber os primeiros raios de sol:

– Por que está fazendo isso?  Você salvará poucas delas, que diferença faz?

Ela olhou no fundo dos meus olhos com aquele olhar determinado, olhos de quem entende a vida mais do que ninguém. Ela falou:

– Para essa que jogo ao mar, fará a total diferença. – “Pegando mais uma e lançando de volta, ela repetiu – Para essa, fará a diferença.”

É nesse momento que percebemos a verdade da vida, naquela hora, a garotinha fez a diferença para a Estrela-do-mar e para si mesma, porque ela estava se conectando àquela Estrela-do-mar. E a vida se resume a isso, conexão.

Você realmente só está vivo, quando está fazendo conexões. Acredito e acho interessante esse dom de viver. É se permitir, fazer a diferença, fazer atrelamentos. Entregar-se na jornada da vida.

Na vida, nada interessa. Sabe o que realmente importa? Pra mim, essa é a parte importante, é crucial. Isso é algo que toda pessoa devia ter na sua vida. Sabe em que estou falando? Simples, o dom de se ter amigos. Sabem por que eles são importantes? Porque eles são as nossas conexões com o mundo e, além de tudo, quando você fala, eles escutam, ouvem o que você diz. Esse deveria ser o verdadeiro sistema de uma amizade. Infelizmente quase nunca existe essa regra em relacionamentos.

A verdadeira felicidade não está em quatro paredes construídas, onde você consome o mundo material ou depende dele para viver. 75 anos, hora mais, hora menos. Geralmente é o tempo que temos para sermos felizes. Eu considero pouco tempo, não os desperdice fuja dessa corrida maluca, esqueça a superficialidade que ocupa sua existência e se volte para o que se importa, para o que deseja e almeja. Sonhe. Não estou dizendo para largar tudo e deixar o mundo parar, mas que você pode ser um descobridor de sete mares, pode ser mais amoroso, pode se arriscar, pode viver mais, passar mais tempo com a família e com os amigos, suas conexões principais, fazer contato. Conectar-se com o seu lado que vive e não com que se teme, com o seu lado que ama e não com o que odeia, seu lado que reconhece a humanidade em todos nós.

Seja relevante para a sua própria vida, viaje em sonhos ou realidades, mas não se esqueça de entender que a vida é para ser vivida em sua plenitude.

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