Relendo…


Acho que o pessoal que acompanha o blog DOIS REAIS sabe que somos amigos de faculdade e estudamos juntos. Bom, durante o curso de comunicação nós produzimos muitas coisas, artes, textos, desenhos, campanhas, projetos e etc. Hoje eu vou postar um texto crítico sobre um artista chamado MARK RYDEN. A matéria para qual escrevemos o texto foi História da Arte, onde deveríamos selecionar um artista, obra ou tendência da qual gostássemos para realizar um trabalho sobre. Pra quem não nos conhece bem, Eu (Roberta) e o Raphael fazemos coisas bem interessantes, em certos momentos digamos que vivemos em um mundo paralelo..hehe. Bom, esse texto que vocês vão ler é o resultado de uma de muitasnoites em claro fazendo trabalhos mirabolantes que nos enchem de orgulho.

 

Em nossa mente as obras de Mark Ryden se convertem em abstrações dos padrões sociais que nos influenciam sempre. Apesar do artista definir sua obra como algo simploriamente belo, em seu íntimo existe um paradoxo: como transmitir algo em que não se acredita mesmo sabendo da existência das informações que surgem do subconsciente e que se lançam numa atmosfera já preparada por ele? É nesse instante que o artista se contradiz, quando apenas transforma sua pintura em uma obra massificada, apenas para o “deleite” dos leigos e cheios de dúvidas (como todos nós).

Carregado visivelmente de ideologias, as obras são uma demonstração da necessidade de se expressar como ser humano único e eternamente abalado que busca por atenção e fama. Por que o artista tenta convencer o mundo de que suas criações são apenas caracterizadas pela beleza se suas emoções constam nessas telas e todos sabem que nossos sentimentos são misturas, quase sempre distorcidas daquilo que vivemos? Uma prova disso é esse mesmo texto que você lê agora, cheio de críticas, afirmações talvez desnecessárias, mas que para quem escreve contem apenas a pura essência que se acredita ter em si e utilizando dela para ampliar esses questionamentos.

Ao olhar essas figuras – “psicodélicas” – o medo e o angelical surpreendem nossa mente em uma forma única por estarem tão interligados dentro de nós. Os olhos de cada uma das figuras se infiltram em nosso âmago dando a impressão de que não estamos sozinhos, comungando assim a idéia do sombrio e do obscuro.

Sendo assim, esse espírito de dualidades que está inserido em nosso pensamento feroz deixa-nos levar e a ser induzidos a um estereótipo da realidade que nos cerca em torno de um mundo imaginário. Podemos dizer que as obras de Mark Ryden são o nosso desejo mais íntimo e deixam marcas de paixão e ódio.

 “Somos todos macacos mágicos comandados por um Deus frio. A morte é a solução.”

(Raphael Pereira e Roberta Guimarães)

p.s: segue algumas das obras do artista. 

 

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