Que cuidados tomar antes de abrir sua própria agência?


Começo de ano é hora de muitos realizarem o sonho de ter sua própria agência. Por isso mesmo, resolvi trazer alguns pontos de um texto recente do Gary Stolkin, CEO global do The Talent Business, no Meio & Mensagem, em que ele conta o que aprendeu ao assessorar, em vários mercados, pessoas e grupos que pensavam em abrir a própria agência, além de apresentar algumas lições aprendidas com aqueles que tiveram êxito e com aqueles que fracassaram. Vamos lá…

1 – Fracasso
Segundo ele, o fracasso não é um “pedágio” que o empreendedor tem de pagar para chegar ao sucesso. Recentemente, conta, um artigo da Harvard Business School mostrou que os empreendedores de primeira viagem têm a mesma possibilidade de ter sucesso que aqueles que tentam (depois de terem fracassado) pela segunda, terceira ou quarta vez. É verdade que os erros trazem aprendizados, destaca, mas o que o estudo diz é que só aprendemos aquilo que erramos e não o que é preciso fazer para acertar da próxima vez.

No mundo das agências, diz Stolkin, a notoriedade é tudo. Portanto, alguns erros nesse mercado podem trazer problemas em termos de reputação, dificultando a busca dos parceiros certos e do financiamento necessário para recomeçar. Aqui, é fundamental acertar na primeira vez.

2 – Cuidado ao escolher os sócios
Ele levanta a questão: quais seriam as regras para acertar na escolha? E responde que, primeiro, é preciso já ter trabalhado com um dos parceiros e ter certeza de que, juntos, trabalham bem. Há muitas pessoas que, segundo o Stolkin, relacionam-se muito bem sentadas em uma mesa de bar tomando cerveja, mas cuja convivência em um ambiente de trabalho é, segundo elas mesmas descobrem depois, muito difícil. São inúmeros os exemplos de indivíduos brilhantes que fracassaram ao trabalharem juntos por razões como conflito de egos, de visões ou de estilos de trabalho. Esse risco se reduz, quando há a garantia de já ter trabalhado bem com pelo menos um dos parceiros. Ele conta que há equipes que chegaram ao sucesso porque seus componentes trabalham muito bem juntos e atraem clientes graças à química positiva que existe entre eles. A escolha deve ser feita com cuidado, sem pressa, aconselha.

3 – Plano de negócios
Ele sugere que você elabore um plano de negócios, mas não se esqueça de que esses planos são apenas conjecturas. E, embora sejam úteis para criar um modelo de negócios e ajudar a estimar o montante do investimento a ser feito (e quanto você poderá ganhar se as coisas andarem bem), na verdade, ninguém pode adivinhar como os negócios fluirão. Portanto, aconselha que não fique preso a um plano de negócios feito há seis meses e que, hoje, não tem mais sentido. Os planos de negócios evoluem e, se tiver de alterá-los, diz, não se sinta mal por isso.

4 – Comece com pelo menos um cliente
Para aproximar-se das condições ideais para ter sucesso em sua empreitada, ele sugere que você esteja seguro de contar com pelo menos um cliente, ainda que se trate de uma marca ou de um projeto pequeno. Não existindo esse cliente, que lhe garantiria uma renda mínima, é preciso perguntar-se se você e seus parceiros realmente têm os contatos e a reputação necessários para começar bem a nova empresa. E, se estiverem buscando financiamento externo, pontua, o investidor vai querer provas disso.

5 – Atenção às cláusulas contratuais de trabalho
Ao entrar em contato com os primeiros prospects, ele lembra que é essencial se assegurar de não estar infringindo qualquer cláusula contratual de trabalho que o impeça de angariá-los como clientes (isso vale, geralmente, para os clientes da sua agência atual). Ninguém quer abrir uma nova agência tendo de enfrentar uma ação judicial antes mesmo de começar. Procure pessoas que tenham sido seus clientes no passado e que hoje estejam em empresas que não trabalham com a agência em que você se encontra atualmente ou deixou recentemente.

6 – Tenha um ponto de vista
Ele destaca que é crucial ter bem claro o que a sua agência vai oferecer e como você vai persuadir o mundo de que ela é diferente e melhor do que as outras. Algumas pessoas fundam agências com base em uma visão que elas não conseguem cumprir dentro do modelo atual do setor. Outras começam uma nova agência porque acham que podem oferecer uma versão melhor daquilo que já existe. E, segundo Stolking, se você quer mudar o mundo ou simplesmente construir um negócio que possa vender daqui a alguns anos, não pense na estratégia de saída (a venda). Concentre-se no que está à sua frente agora e não no horizonte futuro. Porque se você criar uma agência de sucesso, poderá vendê-la, quando quiser, nas melhores condições para você mesmo.

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