Desvalorizando conteúdo


Vida. Morte. Ainda mistérios indecifráveis pela razão humana, ao ponto de gerar questionamentos únicos. Mas, não se trata disso o texto que vos ler!

Esse texto tem por objetivo demonstrar nem o inicio e nem o final de algo incompreendido, mas sim, quero falar sobre o durante, o meio, a passagem, ou seja, a travessia pelo qual o homem permeia antes do seu fim.

É doloroso perceber, sentir, amedrontar-se com esse ritual ao qual chamamos de vida. Uma transgressão da forma permitida, um instante quase que por si só, único. Inestimável, idolatrável. Não serei eu o protagonista ou o antagonista da minha própria vida, mas serei aquele agente modificador do meio. O instante em que vivo, esse libidinoso momento do agora e do durante, é eficaz, mas somente a mim! Não reflete a sua ou a nossa existência, apenas a minha e somente ela pode ser tangível, migrada, escrita.

Falta-me muito, se fossemos fazer uma comparação com o “porquinho-cofre” que guardo escondido embaixo da minha cama. Acredito que não cheguei nem na metade do conteúdo que posso conter, segurar, carregar.

Enalteço minha idade, 22 anos, ainda estou raso de conteúdo, no inicio da contemplação de algo que ainda promete ser cheio. Meu invólucro ainda pequeno, mas o que contenho pode ser revestido de cultura, informação, ciência, tradição, envolvimento social.

Nesse infinito carrossel de limitações arbitrarias apenas o que nos resta, além de nossa dignidade, é a contemplação dos aprendizados constantes trilhados ao longo de uma vida. Vale salutar que são esses aprendizados que nos tornam aquilo que chamamos de seres humanos.

Se dermos o grau de importância ideal, nem a morte e, muito menos, a vida são menos respeitáveis quanto o durante, o entremeio desses contextos. Porém o grande problema atual é a desvalorização deste processo.

Não trate o caminho percorrido como uma descaracterização do seu crescimento, trilhe sua evolução, a construção do saber, o movimento das ondas involuntárias das gerações vividas. Acostume-se a elevar seus ideais, suas emoções, conquistas, derrotas! O caminho só será vitorioso quando perceberes que o que dignifica o homem não é o pé que te faz andar, mas sim a terra que sustenta teu caminhar.

Anúncios