Análise do mercado gráfico alagoano


A invasão de mercadorias, serviços, tecnologias, pessoas, e afins, de várias partes do mundo em diversos lugares e vice-versa, leva-nos a presenciar a Era Globalizada, onde procuramos qualidade, satisfação, desejos, ofertas, entre outros.

Uma recente pesquisa em alguns países conduzida pela consultoria Accenture para checar o índice de satisfação de consumidores, dentre eles o brasileiro, permitiu concluir que somos os mais insatisfeitos com o nível de serviços prestados por empresas de diversos setores econômicos, com um índice de reprovação de 75%, informou o site “Infomoney”. O problema central é o mau atendimento, que compromete a fidelização do cliente a determinadas empresas. De cada dez consumidores no Brasil, um afirma que a qualidade dos serviços nacionais é muito ruim. Além disso, 67% confirmaram que suas expectativas quase nunca são alcançadas.

Alagoas está longe de um atendimento bom e com qualidade de serviço, principalmente tratando-se do mercado gráfico. Hoje temos uma grande variedade de máquinas impressoras comuns ou digitais, como a Xerox, Konica-Minolta, Canon e muitas outras marcas e tipos, tanto planas como rotativas, que imprimem desde uma folha de papel A4, passando por Papel-Cartão para embalagens, suportes não naturais, nem planos e impressão de diversos tipos de Banners, Indoors, Outdoors, entre outros. Com Corte e meio-corte, aplicação de verniz, dobra, fechamento, já são realidades tangíveis em nosso estado, porém longe da realidade nacional.

Temos que mudar constantemente para acompanhar a evolução, não só de equipamentos gráficos e sua tecnologia, mas de estilos de gestão, para atender cada vez melhor o mercado alagoano, que diariamente está nos exigindo maior velocidade,  qualidade e preços competitivos. Se não mudar, estamos fadados a ficar para trás ou nos limitar ao óbvio. O desenvolvimento e crescimento do mercado gráfico são fundamentais para sua sobrevivência.

Apesar da inércia comum, algumas gráficas alagoanas investiram em maquinários e capacitações de seus funcionários e, como isso, aumentou o faturamento. A confecção de panfletos, adesivos, cartazes e folders ajudam a incrementar as possibilidades de produtos ofertados, atendendo um público que necessita de novidades constantes.

Nas gráficas visitadas encontramos a realidade discrepante, principalmente nas de pequeno porte, ou seja, brigam no mercado por preço mesmo sem capacidade de produzir determinados impressos com maquinários deficientes, atrasados e profissionais desqualificados. Hoje o cliente certamente irá comprar um impresso “mais barato” onde a qualidade não condiz com os produtos que oferece. Podemos perceber no setor que estas disputas pelos clientes continuam se baseando somente em preço.

Porém, já encontramos na capital alagoana algumas empresas especializadas em vender equipamentos de última geração, aliado a capacitação de profissionais, treinamento, workshop e diversos serviços que agregam valores ao mercado gráfico. A tendência de renovação, aos poucos, está acontecendo. As grandes gráficas já despertaram para as mudanças e já trabalham para tornar a pré-impressão totalmente digital, passando de diversas mídias diretamente para a matriz de impressão CTP. Essa é a realidade cada vez mais presente. Os valores dos equipamentos e das matrizes estão cada vez menores, junto com os custos operacionais, e a velocidade de resposta aumentando, reduzindo erros.

Diversos são os tipos de impressão encontrados em Alagoas. Os exemplos mais comuns são: impressão offset, flexográfica ou até mesmo serigráfica, onde a serigrafia também aumenta a margem de produção, produzindo banners, bandeiras e faixas e a proximidade de relação faz aumentar demanda.

É inegável a relevância, a dedicação e a forma de trabalho de algumas gráficas do estado. Dentro das que visitamos, encontramos uma que possui um modelo de qualidade e produção característico de empresa de grande porte, que possui investimentos, preocupação com a qualidade do produto, padrões cromáticos, qualidade de impressão, adequação de papel, contribuição e acompanhamento do material trabalhado. Maquinário com excelente qualidade de impressão, monitorado pro profissionais responsáveis e capacitados, operando com registro e afinco o processo. Porém, peca por não conhecer seu cliente. Não basta só saber o nome ou quem é que faz este ou aquele trabalho. Falta conhecer realmente o trabalho que esta pessoa realiza.

Através das visitas técnicas nota-se 5 fatores importantes que diferem as realidades entre as empresas do mercado vistas in loco:

1. CONHECIMENTO TÉCNICO – Conhecer aquilo que oferece, de que forma é fabricado, quais os materiais possíveis de se utilizar em cada segmento de mercado, como são os procedimentos com relação à pré-impressão (Arquivos, FTP, etc.), possuir noção das cores e tintas de impressão.

2. CONHECIMENTO DE CUSTOS – Ter conhecimento de como estabelecer o custo de um produto gráfico, as influências da matéria prima e dos custos de produção.

3. CONHECIMENTO DO CLIENTE – Compreender o cliente. Quais os hábitos, quem decide, principais produtos que adquire na gráfica, nomes das pessoas importantes.

4. CONHECIMENTO DA GRÁFICA – Conhecer o desempenho e reconhecimento empresarial, como funciona, o fluxo de produção, encaminhamento do produto, resultados.

5. PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO & GESTÃO – Normas e procedimentos que se iniciam em Vendas, administração de materiais e serviços de terceiros, PCP e a produção propriamente dita.

Sendo assim, não existem regras determinadas, mas padrões constantes para o engrandecimento do mercado. Estamos diante de uma revolução tecnológica na indústria gráfica e de clientes cada vez mais exigentes, onde qualidade é o diferencial e o prazo de entrega é naturalmente fundamental para o fechamento do pedido, sempre a preços compatíveis com o mercado. Temos que sair urgentemente da “mesmice” e criar o futuro, pois somente prevê-lo, pouca valia tem.

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