Este não é um texto sobre o dia dos namorados.


Eu não era o tipo de pessoa que costumava se impressionar facilmente, pelo contrário até. Apostava que o esforço de tentar me surpreender não valia tanto assim. Não achava chocantes os noticiários locais, como o “Fique Alerta” e “Plantão Alagoas” (e sim, se você os assiste sabe bem do que estou falando). Nunca fiquei surpreso com os avanços tecnológicos que a ciência trouxe para a sociedade, sempre acreditei que o homem fosse capaz de tudo isso e acredito que ele pode fazer muito mais. Não costumava me impressionar com nada, até umas semanas atrás, quando minha prima fez 19 anos.

Agora você me pergunta, “sim, e daí?, é normal as pessoas completarem 19 anos”. Bom, não estou questionando, só quero usar isso para ressaltar o fato de que ano que vem ela vai fazer 20 anos. 20 ANOS! Uau! Isso sim, caro leitor, é algo chocante. 20 anos é muito tempo. Aos 10 anos eu não me preocupava com o que estaria fazendo quando completasse 20 anos. Acreditei que os próximos 10 anos iriam durar tempo o suficiente para que pudesse aproveitar o fim da infância e o começo da preparação para a vida adulta. Quando se tem 10 anos você não quer saber de faculdade e emprego, você só quer ir pra escola e encontrar seus amigos pra correr na hora do intervalo (quem nunca recebeu reclamação da professora sobre o cheiro de suor na 1ª aula depois do recreio hum?). Com 10 anos eu brincava na casa de praia com essa mesma prima que irá completar 20 anos. E agora me pergunto… O que aconteceu com esses 10 anos que eu tinha pra ser preparado para a vida adulta? E a resposta é tão simples que não preciso nem me candidatar a Deputado Federal para saber. Esses 10 anos passaram, e por mais que queira, eles não voltam mais.

Mas calma, eu não fiquei parado no tempo, preso à minha infância! O que quero mostrar é o quão rápido as coisas mudam em nossas vidas, a inconstância da existência. Não podemos voltar ao passado para reviver os momentos de alegria ou consertar as nossas falhas. Mas podemos fazer algo muito melhor. Sorrir com nossas lembranças e aprender com nossos erros, para não cometê-los novamente mais tarde. Cá entre nós, a vida não seria divertida se pudéssemos voltar no tempo. Eu gosto da idéia de viver o agora.  Crie o instante, viva o minuto, ame intensamente cada segundo.

Eu demorei bastante tempo para finalizar esse texto, muito mais do que pretendia. Admito que unir idéias com algo que exemplificasse de maneira clara e absoluta (eu tentei, mas a Sthefanny do Cross Fox não serviu) as razões pelas quais decidi escrever esse ‘desabafo’ tornou-se um pouco trabalhoso. Meu tio fez o favor de apresentar a linda música de Oswaldo Montenegro que se encaixaria perfeitamente no contexto geral de tudo o que aqui escrevo. Então, para finalmente dar cabo a essa estória, aperte o play e veja se não tenho razão!

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