Carta aberta a quem interessar!


 

Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. E não somente nos abandona só porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Logo, quando você encontra alguém especial e se entusiasma por essa pessoa, você começa a construir um relacionamento com os cuidados de quem constrói uma Maravilha. Com companheirismo e dedicação.

Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso. Porém, chega um dia que algo terrível acontece, jogando por terra toda sua construção. É desalentador e faz mesmo pensar que todo trabalho fora em vão. As amizades se dissipam, se quebram e não se colam mais pois as rachaduras das aparências ficaram gravadas nas emendas.

Os erros são muitos e, cada vez mais, me decepciono com os algozes que se fazem de pessoas próximas. A confiança, tal como a arte, não deriva de termos resposta para tudo, mas, de estarmos abertos a todas as perguntas. Parece que todos querem entender de forma ilógica o que sou, o que deixo de ser. O que faço ou o que deixo de fazer. Em uma amplitude maior para o que falo e deixo de falar.

Entendam que apenas a mim minha vida foi conferida, conselhos são bons, maravilhosos, porém não são regras. Só eu tenho o direito de decidir o quero. Mas, pelo que vejo e ando sabendo, isso é ledo engano. Parece que a curiosidade é maior do que a construção de uma amizade, onde tudo realmente é feito com beleza e pureza de sentimento.

Assim como as mais majestosas construções da Humanidade deixaram suntuosas ruínas, a amizade, assim como elas, vira ruínas em detrimento da ambição, da curiosidade, do desejo de querer ser a outra pessoa ou que ela conte todos os seus segredos. Fruto de um egoísmo que não deve e nem merece ser preservado.

Não vanglorio ruínas, nem faça delas a razão de uma existência. Então deixe de se preocupar com a minha vida e se preocupe com a própria. Não queira tornar nossa amizade velharia.

 

 

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