Revisitando o passado. Acredite.


 

Tenho medo, muito medo. O mundo gira, me agarra, recicla o próprio poder de conhecimento, resplandece e inunda a sala com escuridão. Que mundo é esse que fortalece o poder de poucos? Que não compreende o futuro, muito menos o passado e faz com que o presente seja uma caixinha de surpresas inspirada numa carta de um baralho.

E assim o dia final se apresenta, o chacal assombra nossos sonhos e constatamos que nada faz parte da realidade. Nunca mais serei o mesmo, fazer o que? O mundo continua sangrando pelas beiradas, um suicídio, nunca conseguiremos voltar à vida, e respirar o ar da inocência que não mais continua. Mundo louco, ingênuo, que sulca nossa alma. Não sou mais compreendido, aquilo que pensava não mais penso, aquilo que falava não mais falo, afinal o que querem da gente? Somos simples marionetes de um mundo.

Palavras soltas, frases loucas, conceitos, preconceitos aonde vamos chegar? Tudo isso oriundo de um passado machista, monogâmico, afinal para que serve tudo isso se ficamos com uma quantidade imensurável de pessoas durante uma simples noite e conseqüentemente o mundo é esquecido por uma simples troca pelo prazer. Será esse o nosso fim? Acredito que ainda não, mas falta pouco, muito pouco e para isso ocorrer basta apenas encontrarmos uma peça fundamental em nosso destino hipócrita, pode até ser engraçado, mas o que precisamos mesmo é acreditar que somos deuses.

É o mundo moderno disfarçado em pandemônio, será que esse desejo irá nos satisfazer? É a volúpia do ser humano. Tenho medo, muito medo.

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