Um animal ferido


Leia escutando essa música:

Gosto do princípio, como todo amado amante de um início de algo inesperado. Amo a música que agora você escuta, sua abertura representa os mais variados sentimentos enlaçados em meu coração, foram fatos contraditórios, porém exatos.  Entenda que “acabei com tudo, escapei com vida. Tive as roupas e os sonhos rasgados na minha saída, mas saí ferido, sufocando meu gemido. Fui o alvo perfeito muitas vezes no peito atingido”. Foi, assim como descrito no trecho de abertura, o início de mais uma etapa da minha vida.

Sou um animal arisco, domesticado que esqueceu o próprio risco de entender que não se pode apenas tolerar o tolerável. Deixei-me enganar e até me levar por diversos momentos. Mas fui um tolo, enganado no peito atingido. Só eu sei quanta tristeza eu tive, mas mesmo assim aprendi a viver. Morri aos poucos por amor, mas o meu coração aprendeu a perdoar, mas também sei que ele não esquece à toa

Não vou mudar por uma essência qualquer, não vou mais chorar, me amargurar, me jogar na selva perdida das emoções. Posso ser um animal ferido no corpo, na alma e no coração. Mas toda ferida um dia se cicatriza, deixando marcar gravadas em busca de vida! Senti-me sozinho, tentativa infeliz de esquecer a dor do tropeço do meu próprio caminho à procura de um determinado abrigo uma ajuda, um lugar, um amigo que pudesse me acalmar.

Sim, sou uma fera ferida por um único instinto decidido, determinado, assentado, resolvido. Eu sei que flores existem, procurarei cultivá-las em vendavais constantes marcadas pelas palavras que me calam o que eu não nunca me esquecerei.

“Não vou mudar, esse caso não tem solução. Sou fera ferida no corpo, na alma e no coração”.

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