Jumento na Primavera


mamulengo (como assim era chamado por sua esposa) voltava de um dia de árduo trabalho na roça. No lombo do jumento, sofrido de muitos anos, avistava, não muito distante, sua casa de taipa. O cansaço no corpo e na mente enclausurava seu instinto sexual.

Sua esposa, já nua (como de costume, pelo calor do sertão de terra batida), emanava das suas entranhas o fervor aquecido pela chegada da primavera, jamais percebida por aquelas bandas, estendia a roupa que logo mais seria engomada. Porém, as madrugas que antes eram recheadas de gemidos de prazer, neste primeiro dia da estação das flores, foram reservadas pelo ganha-pão. A excitação, que na noite anterior fora reprimida pelos urros do jumento, dava sinais de vida. O sertanejo, ao vislumbrar o corpo suado da sua esposa, naquela tarde ensolarada, desceu do animal que montava e, sem dar sinais da sua presença, aproximou-se já com o membro em riste. Aproveitou o momento exato em que ele abaixava-se para pegar mais uma leva de roupas, e, por trás, a encochou. Num grito de dor, ela se deixou levar pela nova sensação que penetrava-lhe corpo. Poucos minutos depois, seu marido já se satisfazia e caminhava em direção da casa de taipa, cobrando-lhe o jantar.

(imagem +18)

Anúncios