Um texto cheio de clichês


Não encontrei forma mais clichê para começar este texto do que com um “Eu te amo”. É verdade, amo-te por demais. Soa meio tolo a forma como lanço essas palavras ao meio de tantas outras. Alguns podem achar que talvez, assim, tire um pouco do encanto delas. Não vejo dessa forma. Dizer que te amo, explicitamente, apenas torna-as mais sinceras, corajosas, quiçá esperançosas.

Amar-te foi, no princípio, algo novo para mim. Temo não ter correspondido as expectativas que, querendo ou não, em todo relacionamento se formam. Era um garoto apenas, mas não rotulo certas atitudes como coisas da idade. Simplesmente acontecerem pois foram permissivas. Mas hoje, ao repensar sobre elas, vejo que de certa forma ajudaram a manter-nos unidos.

Devo admitir que desconhecia o sentimento real no começo. Não era tão intenso quanto atualmente. Usando mais um clichê, posso dizer que aprendi a te amar; cultivar o sentimento, vê-lo crescer e perceber o quão ligado às nossas vidas ele é.

Por infortúnios do que muitos acreditam ser destino, seguimos rumos diferentes na vida. Não importa. Antes de tudo havia a amizade, e ainda há. O amor está aqui, você sabe. Nunca deixará de existir. E como último clichê deste texto tão cheio deles, deixo um pequeno lembrete aos tristes e desolados. Se acreditas em propósito, certamente há de crer que exista uma razão para aqui vivermos. Deixe o tempo falar ao teu coração, não há melhor remédio. E se for da Providência a vontade, vá por mim, os obstáculos sucumbirão. Afinal de contas, se é para acontecer, acontecerá.