Vamos ser sinceros


Palavras não ditas, uma pluralidade. Emoções não compartilhadas, uma diversidade. Pessoas que  lutam por um amor, uma mobilidade. Triste são aqueles que amam calados. Velados, presos em um contentamento. A espera de algum determinado momento. Onde podem iludir o mundo e interpretar um acontecimento.

A falsidade contraditória, a não sinceridade. O tempo que não permeia uma relação, a adiabilidade. A família que não compreende, uma difícil aceitabilidade. Ruim são aqueles que permanecem vendados. Fadados, trancafiados em poucos pensamentos. Na expectativa de um derivado afroixamento. Resultando num instante, aquele nunca desejado alheamento.

O carinho que se recebe, a acuidade. Viver sem ter visão de um sonho, a não adaptabilidade. Lutar sem medos e temores, a existência de uma atividade. Maldade, mesmo, é devido à sociedade que fica acomodada. Prostada, cortada por muitos numa espécie de aleijamento. Gerada no ventre de um preconceito a espera de um aleitamento. Por fim, vivem num confinamento, tentando aliviar um pouco o tão bendito sofrimento.

O amor solitário, a individualidade. A paixão que não cessa, a continuidade. O choro do meu mais triste âmago, a fragilidade.  Pecado é viver sozinho encarcerado, escravizado numa essência de um fragmento.  Eu vivo um sentimento, aprisionado num confinamento, vivendo apenas para o dia que receberei de você meu tão sonhado tratamento.