Como os jovens fazem sexo


Neste tempo onde tudo é conectado e muito rápido, aprenda a entender o comportamento atual dos jovens quando o assunto é sexo.

Foi-se o tempo em que a maioria dos pais não se preocupava com o fato de que seus filhos poderiam cair em tentação sexual antes de terem idade suficiente para dirigir e começar a namorar. Isso porque sair de carro significava muito tempo a sós com um membro do sexo oposto, o que era motivo de preocupação.

A chegada da adolescência e, consequentemente, o despertar da sexualidade geram um monte de medos, expectativas e grande ansiedade nos jovens. Para os adolescentes, aprender a viver sua sexualidade plenamente, sem entraves ou traumas que podem marcar o seu comportamento adulto, é uma forma de se libertar das amarras sociais de aceitação por parte dos grupos de amizades que eles frequentam.

A verdade é que os adolescentes estão começando a experimentar o sexo antes mesmo de chegar ao ensino médio, esquecendo aquela grande necessidade da carteira de motorista. O que costumava acontecer na faculdade está acontecendo, agora, na oitava série! E esses comportamentos sexuais podem incluir tudo, desde beijos profundos e carícias, passando pelo sexo oral, chegando à penetração.

Comportamento familiar

Para um adolescente, muitas vezes é difícil questionar os pais sobre os seus interesses sexuais, e, por isso, geralmente procuram pessoas de fora do ambiente familiar para encontrar as respostas para suas curiosidades. Hoje, os filhos têm acesso a muitas informações, que podem ser encontradas em livros, revistas, televisão ou internet; essas informações, que antigamente eram consideradas tabu, hoje estão cada vez mais escancaradas para diminuírem dúvidas. Encontramos, atualmente, jovens que sabem até mais do que os mais velhos, e esse é um dos motivos que os fazem entrar em um ciclo sexual ativo.

Por que os pais são os últimos a saber? Porque eles não entendem completamente o quão comum o sexo se tornou na geração de seus filhos. Mas podemos constatar uma outra situação: aquela, muito comum, em que os pais têm dificuldades em falar sobre sexo com seus filhos.  Os adolescentes têm sido bombardeados pelas mensagens sexuais na televisão, em filmes, em revistas, em músicas, em rodas de amigos; mas os pais nunca imaginam que essas coisas estão acontecendo.  É aquilo que alguns falam: os pais preferem não ver.

A solução seria os pais assumirem um papel mais ativo na vida de seus filhos, também com relação ao amor e ao sexo. É hora de informá-los e sensibilizá-los para que eles possam adquirir a maturidade e a naturalidade tão importantes para a vida sexual. Isso, muitas vezes, significa aprender as gírias que os adolescentes usam para atos sexuais e estar dispostos a abordar temas desconfortáveis. Às vezes, os pais têm tanto medo de dizer as palavras erradas que passam a fazer vista grossa. Educar os adolescentes sobre as armadilhas de se tornarem sexualmente ativos quando ainda são muito imaturos é de inteira responsabilidades dos pais.

Consequências

É cada vez mais comum vermos “crianças” engravidando precocemente, muito antes de seus corpos e suas mentes estaremos maduros o bastante para entender o peso e a responsabilidade de educar um filho. Talvez por pensarmos que essa é uma realidade distante e que nunca irá acontecer em nossas casas, isso acaba acontecendo. As consequências sociais e familiares são muitas, e há muitos riscos em uma gravidez indesejada; além disso, acabamos por encontrar pais que não possuem meios de criar seu próprio filho, cabendo aos avós esse papel.

Outro equívoco comum entre os adolescentes é pensar que o sexo oral é inócuo e não é considerado sexo.  A maioria dos adolescentes não percebe que o sexo oral pode transmitir muitas das mesmas doenças sexualmente transmissíveis que podem ser contraídas através da penetração.

A disseminação dessas informações pode ser dividida entre as escolas e os pais. A escola entra com a participação em atividades científicas (educação sexual eficaz), e os pais dão apoio moral e passam a ser participativos na puberdade do filho. Na maioria dos casos, as consequências acabam acontecendo por mera falta de informação, apesar, contraditoriamente, do fácil acesso a elas.

Muitos preferem ensinar que o sexo é errado, quando, na verdade, deveria ser tido como algo natural e que faz parte da vida de todos nós.  Só que o sexo é algo sério, que pode ter consequências desastrosas quando praticado irresponsavelmente.

Ciclo sexual ativo

Enfim, a adolescência chega, e muitas vezes, com ela, vêm as primeiras experiências sexuais. São meninos e meninas que, em sua maioria, perdem a virgindade bem mais cedo que seus pais, conforme explica a psiquiatra Carmita Abdo, do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Há duas ou três décadas, os homens começavam a transar aos 16 anos e as mulheres aos 20”, diz. “Hoje, a iniciação sexual acontece aos 15 para ambos os sexos.”

Quanto mais cedo, mais dúvidas em relação ao sexo. Deixamos aqui algumas dicas que podem ser muito importantes, tanto para os pais quanto para os filhos, quando o assunto é sexo na adolescência.

1. A primeira relação sexual é um assunto sério: criam-se muitas dúvidas, expectativas e medo, e isso tudo é fruto do nervosismo. Então, o primeiro passo é saber se o adolescente está realmente preparado para isso. E, para começar, é necessário ir em busca do parceiro ideal. Não é por que se está querendo fazer sexo que isso deverá acontecer com qualquer pessoa.

2. O local é algo fundamental. Tem que ser um ambiente calmo, onde, de preferência, só esteja o casal. A fim de evitar que se torne algo constrangedor, use uma luz média, para que o ambiente não fique tão claro e nem tão escuro.

3. A proteção também é essencial. Hoje em dia, o problema maior não é só a gravidez, mas as DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Muitas delas não têm cura ou tratamento, por isso, para evitar uma gravidez ou doença, USE CAMISINHA!

4. O ato sexual é uma das partes mais importantes. Lembre sempre de valorizar as preliminares: passar a mão, dar beijos no pescoço e fazer carinho são fundamentais para amenizar o nervosismo.

5. A dor é algo quase que inevitável para as mulheres nas primeiras relações sexuais. Por isso, o papel dos homens é ter cautela para que a dor não seja maior. 6. A finalização é importante. Muita gente, após terminar o ato sexual, joga a camisinha no lixo sem ao menos dar um nó. Isso se torna desagradável para as outras pessoas que utilizam o ambiente. Lembra-se de nunca jogá-la no vaso sanitário e de enrolá-la sempre no papel higiênico.

Por fim, a principal questão não é influenciar ou estimular o sexo antes do “tempo certo” para cada jovem. Esse “tempo certo” é de cada um, mas o importante é prevenir comportamentos inadequados ou consequências indesejáveis. É dever dos pais dar esse esclarecimento sexual, nortear condutas e atitudes que vão possibilitar uma vida sexual saudável, além de evitar frustrações, arrependimentos e a própria falta de prazer sexual no futuro do jovem.

Texto escrito com colaboração de Álysson Correia.